Jornal do Brasil


Toda medida que visa resgatar e garantir a dignidade da pessoa humana é bem vinda e deve ser aplaudida de pé. O novo sistema de transporte coletivo com certeza vai beneficiar os moradores dessas comunidades, que sofrem a anos com o abandono do poder público. No entanto, não sou diferente da grande maioria dos cariocas, me preocupo com o depois, o abando após os eventos. Inúmeros são os movimentos que buscam o resgate da dignidade dos moradores dessas comunidades sitiadas pelo crime organizado, mas a descontinuidade é quase imediata. Quem não lembra da morte brutal do jornalista da TV Globo – TIM LOPES! O Poder Público se pronunciou e alardeou que as comunidades dessa localidade, em especial a GROTA e a PEDRA DO SÁPO iriam receber um serviço assistência permanente, cuja a finalidade era reduzir a adoção de jovens pelos traficantes. Nova promessa!

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O sistema de controle e navegação do teleférico não é uma coisa simples. Vale lembrar que depois de instalado vai ficar em teste para ajustes durante seis meses. Testes não tripulados.

O sistema foi inspirado no utilizado em Medellín. Em geral, esse sistema é utilizados em regiões serranas, em estações de esqui, etc.. As características climáticas desses locais são diferentes da nossa. Aqui no Rio de Janeiro, temos um calor típico e bem conhecido de todos nós. Até que ponto as nossas condições climáticas vão interferir no funcionamento do motor?  Vale lembrar que em 2008 a população do Complexo do Alemão era de exatamente 65.388 habitantes espalhados em uma área 2,96 km². A Prefeitura salvo melhor juízo, informou que a média de pessoas transportadas por dia será de 30.000 usuários. Levando-se em consideração que vai ser permitido que dois usuários permaneçam em pé durante a viagem teremos um total de 10 pessoas por carro. Se forem utilizados 90 carros teremos 900 usuários – que corresponde a 34 viagens a um percurso médio de 15 minutos seria necessário 12 horas viagens. Esses números não são precisos é uma estimativa para ponderação.

Não questiono a iniciativa! Sou defensor fervoroso de todo e qualquer serviço que venha a garantir e tutelar a dignidade da pessoa humana. Nessa foto extraída do site G1, podemos observar que os moradores da parte mais alta do morro tem um longo percurso para ser feito à pé, algo de extremado sacrifício. Vale comparar: a estação do metro de Ipanema tem uma previsão total entre embarque e desembarque de 80.000 pessoas dia. O teleférico do Complexo do Alemão vai transportar quase a metade dessas pessoas.

Do G1, no Rio.

O sistema necessita de manutenção constante, inclusive com a paralização de um dia na semana. O controle do sistema é feito por computador. Com a gama de prováveis usuários e as condições climáticas do Estado do Rio de Janeiro o quesito manutenção vai ser dispendioso. Mas aparentemente o serviço de manutenção não parece preocupar os políticos, já que até a presente não sabemos com certeza quem vai ser responsável? Qual a empresa que vai conservar o sistema. Diante dessas ponderações cabem algumas colocações:

  • Quais são as características do motor utilizado no sistema?
  • Qual a sua temperatura de funcionamento?
  • Como o sistema baseia-se no de Medelín, foi feito um levantamento das peças que sofreram maior desgaste?
  • Foi firmado contrato de manutenção ou fornecimento de peças de reposição?
  • Existe equipe de salvamento para situações de desastre e catástrofe nas estruturas?
  • Quanto a hipótese da Supervia ficar responsável pela manutenção. Diante dos inúmeros acidentes envolvendo a empresa terá competência para garantir a qualidade e segurança dos usuários?

Vale lembrar a recente multa pelo trem fantasma e o tumulto na estação de Madureira.

SuperviaSuperVia é multada por chicotada em passageiros

       Site: http://www.rocinha.org/noticias/view.asp?id=1345

        JB dia 26.05.2010

O fato do sistema de teleférico se comunicar com os trens e o metro, não significa dizer que são os mesmos sistema de transporte. Diante de tal fato, porque delegar a responsabilidade para uma dessas empresas? O certo seria a abertura de uma licitação aberta para as empresas estrangeiras, condicionando ao pacote o treinamento de pessoal e suporte técnico de manutenção.

Em caso de defeito elétrico existe um motor stand que é movido por óleo diesel – pelo menos assim funciona em Medellín. Pergunta-se: onde vai ficar condicionado o combustível.

  • Pelo que deu para perceber o sistema inteiro é dispendioso, logo de onde virá os recursos financeiros para manutenção e conservação dos teleféricos?

 

  • Qual a alternativa que vai ser dada a população no dia destinado à manutenção?
  • Levando-se em consideração o número de habitantes das 12 favelas que compõem o Complexo do Alemão questiona-se: se uma grande maioria adotar esse meio de transporte os locais destinados ao embarque e desembarque serão suficientes à nível de área para receber todos os usuários sem gerar brigas?

O texto foi montado com base em alguns ponderações feitas durante a leitura de uma matéria jornalística relativa a teleférico. A sua finalidade precípua é aguçar todo cidadão a questionar uma série de coisas que interferem diretamente em nosso dia-a-dia.

Acredito que após a leitura muitos vão questionar e aguardar resposta de nossos dirigentes. Estamos de olho!

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Matéria exibida no Jornal do Brasil – 26.05.2010

JB 26.05.2010

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Marta Nogueira, Jornal do Brasil

RIO – A LG Electronics está sendo acusada de vender televisores, mesmo sabendo que apresentam defeitos de fabricação. Consumidores alegam que os modelos de LCD (Display de Cristal Líquido) Time Machine queimam depois de um ano de uso, quando já não estão mais cobertos pela garantia do fabricante e dos locais de venda. Depois de inúmeras reclamações em todo o Brasil, o Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro processou a empresa, que pode ser multada em R$ 50 mil diários se não trocar os aparelhos ou devolver o valor da compra assim que receber a intimação.

Fonte: Jornal do Brasil

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