O Blgo Toxina postou uma matéria sobre a ação criminosa, vinculada na Folha online – no link abaixo:

http://toxina1.blogspot.com/2011/04/tragedia-em-realengo-camara-fala-em.html#comment-form

Segue meu comentário a matéria produzida pela Folha online:

Em primeiro lugar, gostaria de parabenizar o colega, pelo espaço. Adentrando, no debate paralelo, advindo do massacre sofrido pelos jovens estudantes, no colégio em Realengo. Fico temeroso, com debates acalorados, de onde surgem pedidos em total descompasso, com a verdadeira e possível solução do problema. Fala-se em alteração legislativa, para conter o tsunami da violência publica. Quem levanta esta bandeira, esquece-se de alguns detalhes simples, mas de suma importância! Quando uma determinada lei penal vai ser aplicada, significa que o fato criminoso, já foi perpetrado fazendo uma vítima e cuja repercussão atinge a sociedade como um todo. Ora, se simples alteração da legislação penal e processual penal, fosse a solução para a redução ou estanque do índice de criminalidade, nas nações em que impera a lei de morte, não teríamos qualquer evento criminoso. Quando necessitamos da aplicação do dispositivo legal penal, devemos ter em mente que fracassamos, ou melhor, que os demais institutos sociais falharam ou são inexistentes, ou seja, falhou-se no seio familiar, na igreja – seja qual for a crença, nas escolas, nas politicas sociais e assistenciais. Legislação Penal e Processual Penal, não é instrumento de harmonia social, mas sim; mecanismo disponibilizado, para punir o elemento desagregador da sociedade.

No caso especifico da escola em Realengo, deveria sim; despertar os dirigentes estatais, para a necessidade imediata e efetiva, de garantir a paz, harmonia e sossego, necessário a um ambiente educacional. O acontecimento é o alarme geral, da precariedade na segurança das escolas públicas. Quantos não são os casos de Maria e José, agredidos e ameaçados no interior das escolas. Quantos já faleceram vitimas de violência, seja ela qual for – mas em geral, quase sempre no interior das salas de aulas. Mas as vítimas não sofrem apenas com as agressões físicas imediatas, carregam também as sequelas do medo e do pânico. Quantos, não são os professores, afastados por problemas psíquicos advindos da violência suportada em sala de aula, além das ameaças de morte e acerto de conta.

No caso desse massacre, a fragilidade fica evidenciada, já que o atirador iniciou sua empreitada de morte, na calçada pública, ou seja, na rua de acesso a escola. Neste local, baleou dois estudantes que foram socorridos pelo soldado do corpo de bombeiro. Como pode a direção manter os portões abertos, e sem qualquer pessoa para franquear a entrada. O colégio pode até ser público, no entanto, a segurança e a integridade física e moral é responsabilidade da instituição e seus diretores. Diante desta radiografia, a ação imediata, deve ser no sentido, de criar uma Guarda Escolar Permanente, com a utilização de mecanismo de contenção não letal. Investir em educação é a melhor maneira, de garantir a redução da criminalidade em um menor tempo e com um menor custo.

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