Agência Brasil


Sete telefônicas são multadas em mais de R$ 6 milhões por desrespeito ao consumidor

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça multou em mais de R$ 6 milhões sete empresas de telefonia que descumpriram o decreto que regulamenta o Serviço de Atendimento ao Consumidor, também conhecidos como call centers. As decisões do DPDC foram publicadas ontem (9) no Diário Oficial da União.
 
Após fiscalizações, o DPDC concluiu que as empresas Vivo, Nextel, GVT, TIM, Claro, Telemar Norte Leste e Embratel infringiram normas referentes ao acesso ao serviço e à entrega de cópia da gravação do atendimento. Segundo o decreto, é direito básico do consumidor obter informação adequada e clara sobre os serviços que contratar.
 
De acordo com o Ministério da Justiça, os processos foram instaurados no final de 2009 e motivados pelo grande volume de reclamações que chegaram aos Procons de todo o país nos primeiros 12 meses de vigência do decreto, que completou dois anos este mês.
 
A multas foram calculadas com base, entre outros fatores, na extensão do dano causado aos consumidores, na vantagem auferida e na condição econômica das empresas.

Agência Brasil

Entrou em vigor na última sexta-feira (13) a lei que pretende reduzir o uso excessivo de recursos para retardar processos na Justiça do Trabalho. A norma, segundo o presidente da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), Luciano Athaide, agilizará o andamento das ações trabalhistas. De acordo com a legislação, a parte que entrar com um agravo de instrumento – ferramenta usada, geralmente, para retardar a sentença final – terá que depositar 50% do valor do recurso negado inicialmente pelo tribunal. Antes não era necessário fazer nenhum pagamento para isso.
Um dos reflexos da lei deverá ser a redução desse tipo de instrumento jurídico na Justiça do Trabalho. Segundo Luciano Athaide, mais de 90% dos agravos de instrumento não são acolhidos. “Para desafogar a Justiça desse tipo de recursos, é que se criou esse exigência do depósito para que não se recorra de maneira a protelar o andamento das causas.”
De acordo com o conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcos Vinícius Cordeiro, o agravo de instrumento entrou numa sistemática cotidiana na Justiça do Trabalho. “A pessoa entra com vários recursos, sendo o último o agravo de instrumento e de fato o Tribunal Superior do Trabalho fica abarrotado de agravo de instrumento e quase todos eles sem consequência”, disse.
Ele afirma que as pequenas e médias empresas serão as mais afetadas pela Lei 12.275. “Aquele dono de um pequeno estabelecimento, pequeno produtor, que vai ter mais um depósito a ser feito para verificar a existência ou não do seu direito.”

Fonte: Agência Brasil

Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil
 
A recuperação do sistema de saúde haitiano é uma das propostas que o governo brasileiro apresentará em Nova York, durante a reunião dos países doadores do Haiti. Toda a estrutura de saúde do país mais pobre das Américas foi destruída pelo terremoto que atingiu o Haiti em janeiro.
 
Além do Brasil, os cubanos também ajudarão na tarefa de recuperação do sistema de saúde. A parceria entre Cuba e o Brasil, fechada no último fim de semana, prevê que caberá a Cuba o envio de médicos e outros profissionais de saúde e ao Brasil o trabalho de reforma de hospitais e dos centros de saúde, o envio de ambulâncias e ajudar na vacinação em massa dos haitianos.
 
O governo brasileiro pretende enviar unidades de pronto atendimento (UPA), com estrutura para realização de partos e cirurgias. O Brasil ainda irá financiar bolsas de especialização para os médicos e os profissionais de saúde haitianos.
 
O Brasil integra o grupo internacional para a reconstrução do Haiti, que reúne cerca de 100 países. Na reunião em Nova York, o governo brasileiro será representado pelo Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

Fonte: Agência Brasil


Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil
 
A única matéria aprovada pela Câmara foi o requerimento para votação em regime de urgência do projeto de lei que altera as regras e reduz o tempo de contribuição para pessoas com deficiência se aposentarem pelo regime da previdência geral.
 
Recentemente, o Presidente da Câmara, Deputado Michel Temer (PMDB-SP), reuniu-se com representantes dos deficientes e prometeu colocar o projeto em votação.
 
Na sessão da Câmara, que tinha como objetivo votar a urgência e o mérito da proposta, o líder do governo, Deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), propôs o adiamento da votação da matéria para a sessão de quarta-feira (31.03), com o argumento de que a aprovação vai gerar novas despesas e que ele gostaria de analisar melhor a proposta.
 
O projeto reduz de três a dez anos o tempo de contribuição para as pessoas com deficiência se aposentarem, de acordo com o grau do problema: leve, moderado e grave, com redução de tempo de contribuição de três, seis e dez anos, respectivamente. A medida deverá beneficiar cerca de 100 mil trabalhadores.

Fonte: Agência Brasil

Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil
 
A Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ? seccional do Maranhão entregou a autoridades do Governo Federal uma lista com o nome de 43 pessoas mortas em presídios e delegacias do Maranhão, desde 2008.
 
A lista traz o nome e a idade dos detentos mortos, além do dia e da prisão onde foram executados. De acordo com a relação, 24 pessoas foram mortas em 2008; 16, em 2009; e mais três, este ano. Treze dos detentos mortos estavam em prisão provisória, isto é, ainda não haviam sido julgados pela Justiça. Vinte e um presos tinham menos de trinta anos e três tinham menos de 20 anos. A lista também inclui um adolescente de 16 anos.
 
A Casa de Detenção de Pedrinhas, em São Luís, é o local onde foram registradas mais execuções. O Ouvidor nacional da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Fermino Fecchio, uma das autoridades que recebeu a lista da OAB, esteve no presídio e, em entrevista à Agência Brasil, disse que ficou impressionado com a superlotação, com o abandono e a falta de higiene do local. “Aquilo não recupera ninguém. É uma universidade do crime.”
 
Para o ouvidor, as mortes no presídio sinalizam a incapacidade do estado em gerir a política de segurança pública. “O estado que não é capaz de manter a vida de um presidiário será capaz de ressocializar alguém?”
 
Segundo Fecchio, não há dados consolidados sobre o número de pessoas presas no estado (a estimativa é de 6 mil) nem sobre os procedimentos e resultados de uma investigação que apura os casos de violência nos presídios. “Ninguém tem informações sobre boletins de ocorrência ou sobre o que virou inquérito. Não sabem quantos homicídios foram identificados e esclarecidos”, assinalou.
 
O Ouvidor substituto do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério da Justiça, Thiago Machado, também recebeu uma cópia com a relação de detentos executados dentro de presídios no Maranhão.
 
Fecchio e outros defensores dos direitos humanos entregaram ao secretário de Segurança Pública do Maranhão uma pauta composta de 13 pontos que tem o objetivo de melhorar a situação dos presos e a atuação policial.
 
A pauta prevê, entre outros pontos, apuração de acusações contra agentes penitenciários e policiais como responsáveis pelas mortes, reorganização das comissões de controle do trabalho da polícia e nos presídios, realização de concursos públicos para agentes penitenciários e capacitação de pessoal.
 
O Secretário de Segurança Pública do estado, Raimundo Soares Cuntrim, que sairá do cargo até amanhã para se candidatar à reeleição como deputado estadual, disse que concorda com as reivindicações e defendeu o “trabalho integrado”.
 
Além da reorganização do Poder Executivo, os defensores dos direitos humanos esperam que haja maior envolvimento da Justiça e do Ministério Público na apuração das mortes e também nas denúncias de tortura contra os presos. Para o secretário de Segurança Pública, a atuação da Justiça está mudando. ?O que é importante é que agora no Maranhão nós temos a integração de juízes.”
 
Segundo Raimundo Cutrim, muitos magistrados não gostam de trabalhar na área penal. “Muitas vezes é como quem trabalha na área indígena, a maioria das autoridades não gosta dessa área. Mas agora o Tribunal de Justiça teve a lucidez de indicar juízes que gostam de fazer esse trabalho, assim como o Ministério Público e a Defensoria Pública estão trabalhando de forma integrada”, afirmou.
 
Denúncias sobre a situação nos presídios do Maranhão podem ser feitas à Ouvidoria de Segurança Pública, nos números (098) 3217.4077 ou 3217.4078.

Fonte: Agência Brasil

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