Antes de qualquer comentário, sou solidário a tristeza de todas as famílias, que perderam seus filhos em mais esse trágico acidente de trânsito. Mais alguns pontos devem ser destacados:
-
A operação de socorro na via expressa (Linha Vermelha e Amarela) só pode ser realizada com os carros da concessionária;
-
Os veículos de socorro têm como tripulantes somente os motoristas;
-
Não existe área de socorro, os veículos ficam com a metade de sua largura na pista;
-
Em nenhuma atividade de socorro existe sinalização;
-
A sinalização poderia ser feita por um auxiliar;
-
A ausência de sinalização acarreta acidentes como o comentado.
No que tange a exigência de legalização, acredito ser mais um meio de arrecadação, do que preocupação com a segurança das crianças. Tal assertiva é verdadeira, pois quantas são as crianças que vão para as escolas em ônibus urbano.
Nessa seara questiono:
-
os motoristas de ônibus têm treinamento para o transporte de crianças? Por certo, que não!
-
Existe cinto de segurança? Não!
-
As crianças vão sempre sentadas? Não!
-
Onde está a preocupação com a segurança?
No acidente em questão, a legalização do veículo iria alterar alguma coisa?
Antes de você leitor responder, cabe lembrar:
- o veículo de reboque, conforme visto nas matérias jornalísticas, estava estacionado com metade da sua largura na pista.
- Nenhum meio de sinalização foi colocado no local.
Com esses dois pontos, você já pode pensar em responder. Digo isso, pois hoje todos condenam o motorista sem qualquer contraditório. As famílias apesar da dor insuportável da perda, não podem condenar o motorista, pois esse trabalhou por longos anos transportando as crianças. Não conheço nem de perto o condutor, no entanto, acho que o Direito é para todos.
A delegacia de policia, já passou para a imprensa que o motorista já foi multado duas vezes por excesso de velocidade, mais quem não já foi vítima dos pardais espalhados pelas ruas cariocas!
Mas uma vez, como pai de quatro filhos e fã incondicional das crianças; sou solidário com essas famílias. A sensação da perda é algo imensurável, pois sem ter qualquer relacionamento com essas crianças, a idéia da perda me perturbou a noite toda, principalmente com a imagem das mochilas no meio fio.